FRUTOS DO MAR

Depois das massas e do churrasco, meu prato predileto são os frutos do mar. Mas é uma competição cabeça-a-cabeça. Hoje vou falar um pouco das doces lembranças que tenho desse meu gosto pelas coisas do mar.

Quando estou, ou estava, na praia sempre dou prioridade aos peixes & Cia. Na época de Peruíbe eu me deliciava. Já contei sobre a tainha recheada, uma delícia inesquecível. Mas em primeiríssimo lugar está o Marisco Lambe-lambe. Perdi a conta de quantas vezes comi esse prato no restaurante Mar Del Plata, na Ponta da Praia de Santos. Não sei se ainda existe. Esse prato fica na lista de entradas, mas eu pedia meia porção e comia como prato único. Trata-se de uma espécie de risoto, muito úmido e rico em cebola e tomate. O marisco, na casca, vem dentro desse risoto. E é impossível comer com garfo e faca. Então se pega com a mão e chupa o marisco com o risoto que estão dentro da casca. E chupa; e depois chupa os dedos. Deu para entender porque lambe-lambe?

Também na Ponta da Praia, há (ou havia?) o Clube dos Pescadores tinha um fantástico self service, com muito peixe. Quando era época, faziam o festival da tainha. Era tainha de tudo quanto era jeito. Adivinha quem não perdia essas festas?

Um dos pratos mais fantásticos da culinária espanhola é a Paella. Sempre que posso, como. Lembro-me de três especiais. Uma é do Restaurante Los Molinos, numa travessa da rua Cel. Diogo, no Ipiranga. Outra é a que comi da casa do meu colega Alfério, numa comemoração da formatura da FEI. Eram cerca de 40 pessoas e ele fez a paella numa paellera enorme. E a terceira, comi na casa da minha prima Mirian, de Santos. Ainda tínhamos a companhia da minha madrinha Wilma e da minha irmã Maria Rita. Quem fez foi meu primo Sérgio, casado com a Mirian. Foi indescritível. Basta dizer que mal se via o arroz, totalmente coberto com os camarões!! De comer ajoelhado como costumo dizer de algum prato muito especial. E ainda ele me explicou que o nome do prato significa “para ela” em espanhol. O inventor teria dedicado o prato a sua amada…

Durante uma época tive um chefe escocês que adorava um bom prato e um bom whisky. Quando estava com ele, aqui, no Rio ou em Rhode Island, as noites eram gastronômicas. Uma dessas noites ele quis ir ao Dom Curro (como pessoa jurídica…). Ali me ensinou a comer “hilo”. É um peixe comprido, como uma manjuba, mas bem mais fininho, como diz o nome. É servido como aperitivo, imerso no azeite de oliva espanhol.

Enfim, para relembrar minhas rodas de piada, vou contar uma piada antiga cujo tema é peixe. Desculpe se eu escandalizar alguém.

Um laboratório farmacêutico resolveu montar um restaurante para funcionários e, eventualmente, visitantes. Encarregou o RH e o Marketing dessa tarefa. O Gerente de Marketing pediu para o RH contratar um chef para montar o cardápio. E teve a ideia de batizar os pratos com nomes de produtos farmacêuticos. Que bela sacada!!

Quando o cardápio estava pronto, o chef levou para o RH aprovar. O Gerente ficou surpreso com a lista de pratos:

Vitamina C

Novalgina

Cebion

Etc. etc.

E o último era Hipoglós. O Gerente de RH achou muito criativo mas estranhou este último. E perguntou o que era. O chef explicou:

– Hipoglós é Pacu Assado…”

Escrito em 03/02/2021

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