QUERIDO DIÁRIO – dia 1

E vamos começar o Diário. Não sou saudosista, no sentido de “antigamente era melhor”. O que vou comentar é a diferença entre “como era” e “como é”. Sem juízo de valor. Outro dia formam divulgados os nomes dos 26 jogadores da seleção brasileira que vão para a Copa do Mundo, que começa o mês que vem. Foi apresentado um show midiático. Não dá para comparar, pois antigamente a convocação era sabida pelos jornais do dia seguinte. Mas o que faz tempo que estou observando é que aos poucos o futebol vai se tornando um grande negócio. Eu não sei o número, mas só de patrocínios, não só na Copa do Mundo, deve rolar alguns bilhões de dólares. Quando os Estados Unidos investem no desenvolvimento do esporte, num país em que o esporte é marketing (no futebol deles, no basquetebol, no baseball e até no golfe), é porque enxergaram que belo negócio é. Quando a FIFA começou a estimular os campeonatos africanos, asiáticos eu não entendi. Agora entendo. Teremos a Copa do Mundo com maior número de competidores, disputada nos três países da América do Norte. Hoje os jogadores são contratados a peso de ouro, ganham salários inimagináveis, os campeonatos são uma grande vitrine para expor os patrocínios. Quando uma camisa oficial da nossa (?) seleção custa R$ 700,00 eu fico me perguntando e o futebol? Bem, quem quiser saber mais sobre o esporte, sugiro que visite o Museu do Futebol.

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